Quando dona Virgínia canta é como se minha sombra batesse à porta, meu sangue se tornasse mais denso e a tristeza se alongasse no sofá - gato perdido de toda pressa. Ai, soprar um instrumento tão delicado, farfalhar e rumorejar, onda que se quebra para sempre e lentamente.
Dentro de tudo, no cheio do mundo, a jóia mais preta, a me chamar inteiro, gravidade que habita o coração de todo homem bom, língua que lambe toda luz.
Ai, dona Virgína, deixe-me deitar no seu colo, minha mãe e meu amor, e adormecer um pouco pensando em tudo que é bom.
0 comentários:
Postar um comentário